Jornal Liberdade
Mobilização regional suspende criação do Parque Nacional do Quiriri com apoio de Alan Alves Moreira

Mobilização regional suspende criação do Parque Nacional do Quiriri com apoio de Alan Alves Moreira

SÃO BENTO DO SUL

JL
16 de abril de 2026
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A mobilização de moradores, produtores rurais e lideranças regionais em torno da proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Quiriri-Araçatuba ganhou um novo e importante capítulo. Após forte articulação da comunidade, o procedimento para criação da unidade de conservação foi momentaneamente suspenso, em uma decisão vista como vitória da força popular e do diálogo regional.

Entre os apoiadores do movimento esteve o pré-candidato a deputado federal pelo PSB, Alan Alves Moreira, que participou das discussões e reforçou a defesa dos interesses das famílias e produtores que vivem na região.

Colonos lideram defesa do território

No centro da mobilização estão os colonos e produtores que há décadas vivem, produzem e preservam a Serra do Quiriri. Moradores como Dona Marli, Francisco e Jonas simbolizam gerações que ajudaram a construir a realidade econômica, social e ambiental da localidade.

São famílias que conhecem profundamente cada estrada, nascente e área produtiva, fruto de uma relação histórica com o território. A presença ativa desses moradores foi decisiva para reforçar que qualquer medida sobre a área precisa respeitar quem sempre esteve no local.

Defesa dos interesses da região

Durante o movimento, Alan Alves Moreira destacou a preocupação com a falta de clareza sobre os impactos socioeconômicos do projeto. Segundo ele, a proposta, da forma como vinha sendo conduzida, poderia comprometer a autonomia produtiva de São Bento do Sul e municípios vizinhos.

“Não somos contra a preservação, mas somos contra qualquer projeto que ignore quem vive e cuida desta terra há décadas. A suspensão do procedimento é fundamental para garantir transparência e respeito aos direitos da nossa gente”, afirmou.

Vitória construída pela união

A suspensão do processo foi interpretada como uma vitória estratégica da comunidade, resultado da união entre colonos, produtores e sociedade civil organizada.

Entre os principais pontos defendidos pelo grupo estão:

  • segurança jurídica para os proprietários;

  • garantia de indenização justa em caso de restrições;

  • preservação das atividades que sustentam a economia local;

  • necessidade de estudos técnicos mais transparentes e alinhados à realidade da Serra do Quiriri.

Comunidade segue atenta

Mesmo com a suspensão, a comunidade segue mobilizada e acompanhando os próximos passos do processo. Alan Alves Moreira reafirmou que continuará apoiando as lideranças locais, sempre respeitando o protagonismo dos moradores da região.

O caso do Quiriri reforça uma mensagem clara: não existe preservação efetiva sem ouvir quem preserva na prática há gerações.

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